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Tudo sobre biodigestores: o que são, importância e quando utilizá-los

De modo simplificado, biodigestores são meios para tornar um reaproveitamento de detritos viável com a finalidade de gerar gás e adubo fertilizante. Isso quer dizer que o biodigestor utiliza materiais orgânicos – como folhas, palhas, esterco, fezes, lixo doméstico e até resíduos industriais – como fonte de produção de biogás e biofertilizante.

Esse avanço tecnológico é realmente impressionante. Os biodigestores fazem bem sobretudo ao meio ambiente, uma vez que eles recebem composições que em contato ao solo causam contaminação, danos e doenças tanto para os homens quanto para a fauna e a flora.

Produtos e soluções que reduzam o impacto ambiental são muito necessários, por isso trouxemos esse tema de suma importância. O biodigestor não contribui somente com a natureza, ele também traz benefícios muito lucrativos para o agricultor. Quer entender mais? Acompanhe a leitura, trouxemos tudo o que você precisa saber sobre os biodigestores. Descubra também como agem as bactérias para fossas sépticas.

O que é e como funciona os biodigestores?

Que a agricultura e pecuária geram impactos anuais cada vez maiores não é uma novidade, e o desmatamento e a queimada são resultados frequentes da prática. A função do biodigestor rural é justamente trabalhar a favor tanto do meio ambiente quanto do agropecuário, propondo soluções que beneficiam ambos.

O biodigestor é um compartimento fechado, e para que a decomposição da matéria orgânica aconteça e se transforme em biogás, ele precisa ser todo envolto por um material semelhante a uma lona. A impermeabilidade é outra característica imprescindível para esse equipamento.

Dentro da câmara fechada, que é o biodigestor, os resíduos orgânicos são misturados com água e, por meio da falta de oxigenação, algumas bactérias atuam diretamente nesses resíduos, transformando-os assim em biofertilizantes e biogás!

O biogás nada mais é do que a união do gás metano com o carbônico. Acompanhado de um gerador, eles podem ser utilizados como fonte de energia. Já o biofertilizante quando gerado se transforma em um potente adubo natural e muito rico, seus diversos nutrientes podem ser utilizados no processo de irrigação e plantação de um terreno.

Nem todo biodigestor é igual, eles se diferenciam conforme algumas características que veremos logo abaixo, acompanhe!

Tipos de biodigestores e onde utilizá-los

Existe mais de um modelo de biodigestor no mercado, cada um deles direcionado a um público específico. Por exemplo, pessoas que trabalham com cerca de 80 bovinos e suínos já possuem um número de material biológico que beira o mínimo necessário para a aplicação do sistema. Isso se dá uma vez que a viabilidade da montagem não depende só de questões financeiras, sem a matéria orgânica suficiente não é possível fazer o biodigestor funcionar.

O tamanho do local, o número de animais e o treinamento adequado são pontos essenciais, principalmente por se tratar de fatores de segurança. Biodigestores podem ser contínuos ou descontínuos, agora você conhecerá cada um deles e terá muito mais facilidade para escolher o mais viável para você!

Biodigestor descontínuo

Como o próprio nome já sugere, biodigestores descontínuos operam de tempos em tempos com alguns intervalos, isso significa que em um período de 40 a 60 dias o sistema é fechado impedindo a entrada de oxigênio.

Nesse modelo há a possibilidade de deixar no local 20% da matéria no biodigestor, isso garantirá que o sistema possua biomassa o suficiente para a próxima decomposição.

Em suma, esse é um sistema simples e de fácil manutenção, ideais para agronegócios sazonais, granjas avícolas de corte e outros locais onde só há esterco quando acontece a higienização.

Biodigestor contínuo

O biodigestor contínuo funciona por meio de dutos de alimentação, o biofertilizante é retirado de sua estrutura através desses dutos de saída e o biogás é removido pela tubulação superior. O posicionamento desse biodigestor no solo pode ser variante, o sistema vertical normalmente é enterrado ao solo, por isso, possui risco de contaminação e exige maiores cuidados. Enquanto isso, o sistema horizontal permite a saída nas laterais e não precisa ser submerso. Em áreas com lençóis freáticos, o sistema horizontal é mais utilizado devido ao menor risco de contaminação.

Biodigestores contínuos pedem uma matéria orgânica melhor preparada e de fácil degradação, dessa forma evita qualquer possibilidade de entupimento. Biodigestores canadenses, indianos e chinêses são os modelos contínuos que mais se destacam. Abaixo, veja cada um:

Indiano

O biodigestor contínuo de modelo indiano possui uma campânula móvel. É um tipo de medidor de gás que pode estar tanto submerso na biomassa ou em um selo d’água externo. Esse modelo, divide tanques de fermentação pelas suas câmeras com o objetivo de movimentar o substrato pelo biodigestor. A implantação desse tipo é simples, porém o gasômetro eleva seus custos. Para que não ocorram entupimentos, a matéria orgânica precisa ter no máximo 8% de sólidos totais

Chines

Inspirado no modelo indiano, o biodigestor chinês é muito mais viável economicamente, eles não utilizam a campânula de metal, o sistema é basicamente construído de alvenaria e, para a conservação do biogás, o teto é impermeável. É a pressão desse biodigestor que levará o biogás para a caixa de saída. Esse sistema não é recomendado para instalações de grande porte, uma vez que está mais propenso a vazamentos.

Canadense

Moderno, os biodigestores canadenses são de construção simples e utilizam materiais de plástico. O sistema utilizado é o horizontal com profundidade inferior à largura. Por ficarem expostos à radiação solar eles oferecem maior produção de biogás e menor risco de entupimento no duto de entrada. O material utilizado para os modelos canadenses é o PVC e a lona, por isso são mais fáceis de construir. Se você é um investidor rural, aposte nesse modelo para tornar o seu agronegócio ainda mais moderno. Modelos canadenses são os mais utilizados no Brasil.

Ao optar por um biodigestor você não apenas contribui ativamente com o meio ambiente, como economiza e produz a própria energia. A taxa de retorno desse equipamento é alta e em cerca de três anos já é possível perceber os índices compensativos. Produza energia de forma distribuída e contribua para o crescimento de uma zona rural saudável e otimizada.

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