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Guia completo sobre a fossa séptica: o que é, para que serve e mais!

Aqui na Fossa Trat, há a preocupação de oferecer conteúdos completos e de qualidade sobre assuntos realmente pertinentes à saúde, como tratamentos de esgoto, de tubulações, áreas da sua casa e muito mais. O fato é que todos esses elementos, no fim, acabam indo para dois lugares: os esgotos ou as fossas.

Essas últimas, no entanto, possuem tipos diferentes, cada qual com suas vantagens e desvantagens. Mas o foco do post de hoje é a fossa séptica, muito presente em regiões onde não se tem a rede de esgoto, geralmente oferecida pelos governos da cidade, para tratar todos os desejos residenciais.

Para saber mais sobre, acompanhe a leitura!

O que é fossa séptica? Fossa Trat explica tudo!

A fossa séptica é o canal primário de tratamento do esgoto residencial, recebendo todos os dejetos eliminados pelas famílias através do encanamento das pias, ralos de banheiro e vaso sanitário. Geralmente, ela é mais presente em cidades que ainda não possuem o esgotamento sanitário oferecido pelo serviço público.

Existem dois tipos: a pré-moldada e a feita no local. A pré-moldada pode ser encontrada em comércios que tratam disso, em diversos tamanhos, sendo a menor com capacidade para 1000 litros.

Já a feita no local, como o nome já diz, é construída a partir das necessidades domésticas, podendo ter formato circular ou retangular. Há diversas recomendações sobre a profundidade da fossa residencial, que devem ser seguidas para que nada dê errado com o projeto e, posteriormente, durante o uso.

Por possuírem limites, determinados em litros, elas não podem ser consideradas como uma solução atemporal, afinal, podem precisar ser esvaziadas em algum momento, ou entupir. Isso acontece quando, nos encanamentos, não há o despejo correto de resíduos, como é o caso de jogar papel no vaso sanitário, absorventes e outros sólidos que não são adequados para esse tipo de descarte.

O ideal mesmo é que todo poder público ofereça o tratamento de esgoto para população, é um direito assegurado pela Constituição Federal, mais precisamente pela Lei 14.026/20, que fala que toda população pode e deve ter acesso ao tratamento de água, coleta de esgoto e outros.

Tipos de fossas

Como já dito, diferentes tipos de fossas surgiram como soluções sanitárias para melhorar a qualidade de vida e bem-estar das pessoas, principalmente para aquelas que não possuem condições tão boas por falta de investimento em determinadas áreas rurais.

As mais conhecidas são: seca, absorvente, negra, sumidouros, de pedra, séptica e biodigestoras, cada qual com suas especificações vantajosas e desvantajosas.

Normalmente, em algumas áreas sem coleta de esgoto, há diversas fossas biodigestoras que tornam a água mais limpa, mesmo que não potável, para que ela possa ser aproveitada em outras questões, como irrigação, plantação etc.

Como funciona a fossa séptica?

Como já apresentado, a fossa séptica funciona para armazenar todos os dejetos domésticos despejados nela por certo período. Com o passar do tempo, os resíduos sólidos acabam se sedimentando no fundo e toda a gordura acumulada também se retém.

Com esse armazenamento, pequenos tratamentos são feitos para que as bactérias e gases extremamente tóxicos à saúde das pessoas e do próprio meio ambiente não sejam tão nocivos, ainda mais por ela se localizar no solo.

A melhor de todas, no fim, acaba sendo a fossa séptica biodigestora, visto que o tratamento doméstico é um dos mais modernos para tornar a água reutilizável em outras áreas que não seja o consumo, sem oferecer riscos.

Se você quer entender um pouco mais sobre o que é a fossa biodigestora, temos um post completo em nosso blog, aproveite para conferir depois!

Como é construída a fossa séptica de concreto?

Elas podem ser feitas tanto circularmente quanto retangularmente. As dimensões são todas calculadas por engenheiros, devendo estar delimitadas e bem apresentadas no projeto de engenharia.

Dessa forma, primeiro o buraco onde ela vai ficar enterrada é cavado, ele deve ter dimensões que permitam a construção sem muitos problemas. Assim que cavado, seu fundo precisa passar pela compactação e nivelação, para que a cobertura de concreto magro, geralmente de 5 centímetros, seja feita. O concreto magro é feito utilizando:

Com o concreto magro feito, é hora de outra camada, mas de concreto armado. Esse deve ter 6 centímetros de espessura, feito com:

A malha de ferro de 4,2 mm deve ser colocada de 20 em 20 centímetros para que a estrutura fique bem firme. Depois disso, é hora de levantar as paredes, feitas ou com blocos de concreto, tijolos do tipo maciço ou do tipo cerâmico.

Nesse meio tempo, todos os tubos de 100 milímetros da fossa precisam ser colocados, aqueles que vão garantir a entrada e saída dos líquidos e sólidos da fossa. E as ranhuras também para que as placas de separação sejam colocadas, 2 de entrada e 3 para a saída, cada qual com 4 centímetros, dividindo as câmaras – isso se o formato for o retangular.

Internamente, suas paredes precisam ser revestidas de argamassa e cimento. Já o modelo circular utiliza retentores feitos de espuma, assim como três feitos em PVC de 90º graus cada e 100 milímetros de diâmetro.

Para tampar a fossa, são usadas placas armadas de tela e com espessura de 5 centímetros para melhor praticidade no momento de execução e para remoção.

Quais cuidados esse tipo de fossa exige periodicamente?

Recomendações são dadas para serem seguidas à risca e evitar problemas, seja durante sua criação ou uso. Você sabe como funciona a limpeza da fossa? O processo se chama esgotamento de fossa, assim, recomenda-se que ele seja feito a cada 6 meses para que não entupam.

Além disso, também precisam de manutenção, feita por empresas especialistas e regularizadas, para que nada acabe vazando para o solo ou contamine as pessoas. Como já foi apresentado, os resíduos são altamente tóxicos!

Você sabia que as fossas precisam ser construídas em locais específicos para assegurar a saúde das pessoas? Pois é! Existe uma distância mínima entre a fossa e o poço artesiano, caso haja um desse na residência, assim como deve estar longe de edificações e tubulações que forneçam água potável para as casas.

No fim, com as manutenções corretas, elas podem durar por longos anos. Mas convenhamos que não é o método mais indicado, no fim as que usam biodigestores sempre serão as melhores, depois do sistema de escoamento – é claro.

Cuidados extras com a sua fossa séptica

Além das manutenções regulares, você e a sua família podem praticar certas ações que ajudam na durabilidade desse tipo de fossa. Assim, ela será mais resistente e poderá ser utilizada por muitos anos, enquanto o poder público não fornece o escoamento sanitário.

Um desses cuidados é evitar plantar arbustos, flores ou árvores que podem criar raízes muito extensas nas áreas próximas, pois elas podem acabar penetrando a área da fossa e, até mesmo, entupir tubulações e as quebrar.

E nunca estacione qualquer tipo de veículo em cima delas ou em áreas mais próximas que podem acabar gerando algum dano na estrutura. É uma dor de cabeça sem tamanho quando dá problemas na estrutura.

Construção de calçadas e outras estruturas ou, até mesmo, piscinas devem ser bem planejadas para não invadir a área da fossa. E tudo deve estar bem ligado para não dar problemas nos encanamentos.

Despejos de resíduos que não são biodegradáveis também não é indicado, já que podem se solidificar com outros dejetos e acabar causando entupimentos. Nada de itens de plástico, absorventes, fraldas, entre outros. Tudo deve ser descartado no lixo!

Mais uma coisa: não recorra a técnicas doidas para desentupir a fossa, procure empresas especializadas ou utilize biodigestores orgânicos, feitos de bactérias boas, como o Fossa Trat! Ele não prejudica o meio ambiente, não causa problemas à estrutura e é muito fácil de usar.

Entenda mais sobre como agem as bactérias para as fossas sépticas com outro post exclusivo nosso e confirme o quão é vantajoso usar esse método!

Quais são os impactos da falta de saneamento básico no Brasil?

Ter acesso ao saneamento básico é um direito de todos os brasileiros, assegurados por lei, mas sabemos que, na prática, isso não acontece em todo o território nacional. Regiões mais pobres, principalmente no Norte e Nordeste, às vezes, não conseguem nem ter um local adequado para despejo desses dejetos, não é à toa que vemos muitos rios poluídos.

Dados do Instituto Trata Brasil mostram que apenas 49,1% de todos os esgotos do país recebem tratamento. Por região, o Centro-Oeste é o primeiro, com cerca de 56,8%, Sudeste vem segundo com 55,5% do índice de tratamento, o Sul está logo depois com 47%, o Nordeste trata cerca de 33,7% de todos os esgotos, e o Norte, por último, com apenas 22%.

Levando isso para mais próximo das cidades, apenas 21 de todas as 100 maiores fazem o tratamento de 80%. Imagina o tanto de esgoto que foi lançado à natureza? Pois é, mais de 5600 piscinas de tamanho olímpico.

Quando falamos dos dados de coleta, apenas 54,1% da população usufrui do direito. Isso, em números mais específicos, demonstra que quase a metade dos brasileiros não tem esse direito básico.

No fim, temos mais pessoas doentes, taxa de mortalidade alta nessa região, visto que há diversas doenças causadas por esgotos a céu aberto, que são um antro de bactérias e outros organismos prejudiciais. São muitas pessoas sem o básico, o que deveria ser direito assegurado desde o seu nascimento.

Falar sobre saneamento básico no Brasil é extremamente necessário, os habitantes precisam de informações e o poder público tem que agir.

No mais, o que achou sobre nosso compilado de informações sobre o que é a fossa séptica e todas as suas outras características? Se você tinha dúvidas sobre esse assunto, com certeza, agora é quase um expert! Para conferir mais conteúdos desse tipo, continue nos seguindo semanalmente.

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