Qual a profundidade de uma fossa residencial? Conheça as medidas!

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Em locais que não possuem esgoto, normalmente em bairros afastados do centros urbanos ou em cidades pequenas onde o tratamento de esgoto ainda não chegou ou não é tão efetivo, é muito comum que as casas tenham fossas negras, aquelas rudimentares usadas para que os dejetos do dia a dia sejam despejados e que não são tratados.

Hoje em dia, é muito mais comum que a opção seja por fossas sépticas, criadas para tratamento desses dejetos e que não agridem tanto o ambiente.

Você sabe, exatamente, o que são essas fossas e quais são as dimensões necessárias para atender aos residentes? Hoje, a Fossa Trat vai falar um pouco sobre qual é a profundidade de uma fossa residencial, apresentando detalhes técnicos que são muito importantes para o seu bom funcionamento.

Fossa séptica: entenda mais sobre esse tipo de tratamento!

Com o pouco investimento no esgoto dos municípios do país, apesar de ser um dos direitos que os cidadãos devem ter, promulgado pela Constituição Federal, é muito comum que tenha a presença da fossa negra ou rudimentar nas casas, que é aquele espaço cavado, embaixo da terra, onde os dejetos são depositados e, infelizmente, não tratados.

Pessoa especialista em limpeza de fossa fazendo o seu trabalho

Esse tipo de fossa também podem ser chamadas de sumidouros, mas que não obtiveram a implantação da fossa séptica.

Com o passar dos anos e com as invenções tecnológicas, os estudos confirmaram que esse tipo de fossa rudimentar provocava muitos danos ao meio ambiente, principalmente ao solo.

Por isso, as fossas sépticas foram criadas como uma alternativa menos agressiva para o solo, além de contribuir com a higiene, fazendo com que as bactérias sejam consumidas.

Elas possuem o formato retangular ou cilíndrico, onde todo o esgoto é tratado através de sedimentação, flotação e digestão. E tudo isso está em conformidade com a NBR 7229/93. Em linhas gerais, esse sistema separa todo o material orgânico que tem nas partículas sólidas e as digere de maneira anaeróbica.

Com essa digestão feita, eles são lançados nos sumidouros, para serem despejados, ou em valas de infiltração. Logo depois, o efluente pode ser lançado em receptores, como sumidouros ou valas de infiltração.

Portanto, de maneira geral, a séptica é a melhor alternativa para se ter na residência quando não se tem a rede pública de esgoto, tanto porque ele não agride tanto as concentrações de água subterrânea ou superficial de uma área.

Mas é válido ressaltar que águas pluviais não devem ser despejadas nas fossas sépticas, pois ela é, impreterivelmente, para esgoto sanitário e tratamento desse.

Cálculo do volume útil

Para que uma fossa séptica seja colocada em uma residência, é preciso obedecer às recomendações de distâncias mínimas que são explicitadas na NBR 7229/93 e também para que não haja problemas com o passar do tempo.

Mulher de lado segurando calculadora

Assim, ela deve estar localizada a 1,5 metro de outras construções, como prédios e casas, além de estar distante dos sumidouros, das valas e das extensões do fornecimento de água de um prédio, por exemplo.

Ainda, árvores e outras construções públicas, mesmo a que fornece a água, devem estar distanciadas de, no mínimo, 3 metros.

E como já foi dito, em hipótese alguma pode estar próxima de poços e lençóis freáticos para que não haja risco de contaminação da água e, assim, proliferações de doenças. Portanto, para não haver riscos, a distância mínima é de 15 metros.

Após todos esses espaços serem considerados, é o momento da construção e, portanto, medidas também devem ser seguidas.

Basicamente, é preciso fazer o cálculo de volume útil, ou seja, aquilo que será usado do tanque séptico. A fórmula é:

V=1000+N⋅(CT+K⋅Lf)

Assim, tem-se “V” como o volume útil, o “N” como a quantidade de pessoas que usarão a fossa, o C que trata do número de litros despejados pelas pessoas multiplicado pelos dias.

Além disso, o “T” é o período de detenção por dia e “K” se classifica como toda a taxa do lodo acumulado que foi diferido, considerando dias também, o que equivale ao tempo de acúmulo fresco. Por fim, o “Lf” é todo esse lodo calculado pela contribuição de litro por pessoa vezes os dias.

Dimensões de uma fossa séptica

Com o volume útil calculado, está na hora de estabelecer quais são as medidas da fossa que, geralmente, são encontradas em formato de círculo, o melhor a ser feito quando existe pouco espaço. Mas isso pode ser compensado em profundidade. Ou pode ser feita a prismática, o engenheiro saberá a melhor opção.

Desenho de homem segurando furadeira em frente de estrutura de casa perto de ferramentas métricas e de construção

  • Para uma fossa circular

A fórmula para calcular suas dimensões é:

V=π⋅d²4⋅H

Assim, “d” é o diâmetro e “H” é a altura de todo o líquido que fica dentro do tanque. Nesse sentido, para a largura interna, a medição mínima é de 80 centímetros, para o diâmetro se indica o valor de 1,10 metros.

Quando falamos sobre a relação entre o comprimento e a largura, o tamanho mínimo é de 2:1 e o máximo é de 4:1. Além disso, recomenda-se deixar um pequeno espaço para os gases e a escuma, geralmente de 20 centímetros.

  • Para uma fossa retangular

Nesse caso, a fórmula já se difere da primeira, sendo:

V=A⋅B⋅H

Sendo que “A” é a largura, “B” o seu comprimento e “H”, assim como na circular, é a altura do líquido.

Geralmente, o tamanho dessa fossa vai depender muito da quantidade de pessoas que tem na casa. É necessário que a sua capacidade seja sempre acima de 1000 litros, o que dá uma média de consumo de 200 litros, por pessoa, de água.

Construir uma fossa séptica requer muitas medidas e atenção, pois tudo deve ser feito conforme as normas para que não haja problemas.

Ainda, existe a fossa séptica biodigestora, que é a melhor das opções, visto que possui componentes que ajudam a diminuir as bactérias e evitam que elas se proliferem. Temos um conteúdo super especial sobre isso aqui no blog, não deixe de conferir!

Para saber mais sobre isso, não deixe de acompanhar a Fossa Trat semanalmente!

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